quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Checklist: Metas 2015

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É chegada a hora de rever as metas de 2015 e conferir quais eu completei, quais eu preciso rever e quais precisam de maior atenção para 2016 <3

Antes de tudo, 2015 foi um ano incrível para mim. MUITA coisa mudou na minha vida, e olhando agora para Janeiro posso perceber quanta coisa mudou também em mim. Eu cresci (só por dentro, já que por fora é impossível... ahuhuaahu), aprendi muito sobre o mundo, sobre mim, sobre as coisas que quero para o meu futuro e como fazer para alcançá-las.

Imagino que eu não pude concluir todas as metas, mas é então uma boa hora de rever e readequá-las para 2016.

Vamos lá!

 

- Ler pelo menos 20 livros diferentes (e terminá-los);

1. Boa Nova
2. Nosso Lar
3. Frozen Sisters
4. Os Mensageiros
5. Obreiros da Vida Eterna
6. Missionários da Luz
6. Persuasão
7. O Herói de Mil Faces (Ainda não terminei :( )
8. Meu Pequeno Evangelho
9. A cura pelo Qi

Fué-ué-uéeeen. Haha, para essa meta não completei nem metade do esperado!
Mas calma que tenho uma explicação que não resolve a situação: Nesse ano eu devo ter começado outros 10 livros que ainda não terminei, além dos mais de 30 livros infantis que li e não tenho mais o nome.

Esse ano foi um ano em que me dediquei bastante a escrever os MEUS livros, e daí sei que parar para ler qualquer coisa acaba influenciando na maneira como eu escrevo. Foi essa a minha desculpa para postergar muitas leituras (como Game of Thrones, por exemplo) e focar nas que teriam utilidade instrumental.

Então... Bem, eu li mais de 20 livros esse ano, só que grande maioria era infantil e eu lia na própria livraria hahaha.

- Confiar mais;

Poxa, que coisa dificílima. Mas essa poso marcar como completa!
Nesse ano me dediquei um tanto a entender melhor as pessoas que estão ao meu redor e garantir, até certo ponto, alguma liberdade para que eu não interfira nas atividades das quais eu dependo - coisa que eu não fazia até então por pura falta de confiança no outro.

Ainda não estou no ponto em que entrego minha vida na mão dos outros, mas aprendi, pelo menos, a entender melhor o meu próximo e confiar que ele também tem capacidade de fazer qualquer atividade que seja. Trabalhar em equipe foi algo que sempre me deu muita dor de cabeça, mas esse ano me ensinou que, de um jeito ou de outro, vamos sempre precisar de alguém.

 

- Assistir 10 filmes novos (e terminá-los);

1. Big Hero 6
2. Easy A
3. O menino no Espelho
4. 50 tons de Cinza
5. Bol Bachchan
6. Jurassic World
7. A Colina Escarlate
8. Será que?
9. Julie & Julia
10. Garotas Malvadas (sim, eu ainda não tinha visto...)
11. Guardiões da Galáxia
12. Persuasão
13. Star Wars VII - O Despertar da Força

Ufa! Foi por bem pouco dessa vez! Boa parte dos filmes foi vista ou em Março ou em Novembro-Dezembro, o que significa que eu provavelmente tenho "ondas" de querer ver filmes.

Bem, meta completa! Ao longo do ano também revi os meus favoritos, como Moulin Rouge, O Fantasma da Ópera, O Triunfo do Amor e Orgulho e Preconceito <3

 

- Ler pelo menos 3 novos quadrinhos;

1. Click
2. Mortalha
3. Mono
4. Três
5. Cotidiano Fantástico
6. Sossego

Bem, todos os títulos listados foram lidos agora em novembro, depois da FIQ. Hahaha
No começo do ano eu sei que li alguns enquanto estava em São Paulo, mas não consigo mais me lembrar do nome deles... Sei que Princess of Gem World era um deles, mas não consigo mais lembrar de qual número até qual número.

- Aprender um novo idioma;

Bem... não cheguei a aprender um novo idioma a ponto de tirar um certificado, mas venho estudando italiano há algum tempo e já consigo pedir comida e perguntar coisas básicas como as horas e como chegar ao banheiro, huauhahua!

Darei essa meta como concluída por que ainda não abandonei os estudos! Yes!

- Começar um esporte ou atividade física (e não abandonar);

Ooops, vamos pular essa! ahuuahuah
Brinks, tenho me esforçado para fazer uma caminhada rápida no horário de almoço ou antes de chegar no trabalho, mas confesso que ainda não tomei uma rotina agradável.

- Conhecer uma cidade nova;

Nesse ano conheci duas cidades novas: Brumal e São Paulo! Então, meta batida!
Brumal - MG

 

- Terminar de escrever pelo menos dois livros;

Achei que essa seria impossível, mas que alegria notar que pude cumprir a meta dos dois livros escritos! Esse ano foram dois efetivamente terminados: "Alex, o que tem embaixo da cama?" e "Contos no Ponto". Passei bem de rasteira nessa meta, mas sabia que seria a mais difícil de completar aqui. Para o ano que vem espero poder manter esse número.

 

- Participar de concursos de poesia;

Participei de um para o aniversário do Rio de Janeiro, fui selecionada, mas eles cobravam uma média de 250R$ para ter o poema publicado. Haha no, thanks.

Meta batida, porém.

 

- Usar aparelho;

Enrolei o máximo que dava, mas cá estou eu de sorriso metálico! A previsão é de tirar até junho do ano que vem. Vamos ver se rola...aff

 

- Aprender (e não esquecer) 12 novos Kanjis;

Ops, nem passei perto desse. Hehehe me esqueci por completo!

 

- Terminar 5 jogos novos;

1. Sly Cooper 3
2. One Piece 2
3.Castle Crashers
4. Ratchet and Clank - Full Frontal Assault
5. LEGO - LOTR
6. The Unfinished Swan
7. Assassin's Creed China
8. Assassin's Creed 3
9. Assassin's Creed 4
10. Assassin's Creed Liberation
11. Hatoful Boyfriend
12. Dynasty Warriors 8
13. Adventure Capitalist

Fiquei até bem surpresa com essa meta! Eu não esperava zerar pelo menos 5 jogos nesse ano, mas lá se foram 12 que eu consigo lembrar de cabeça, para não falar nos vários outros que comecei e ainda não terminei :O (Tipo Time And Eternity, que estou achando que nunca acabarei hauhuah)

- Produzir pelo menos 4 novos modelos para a Poti * Poti;


  Foram bem mais que 4 esse ano, apesar da total falta de tempo para costurar. Ano que vem espero poder lançar pelo menos mais uns 5 :)

 

- Usar Lolita pela primeira vez;

 A primeeeeeira vez que usei foi em 2008. Mas naquela época eu não entendia as regras da moda, nem de tecido, nem de estética básica. Então nem dá pra chamar de lolita de verdade (mas mantenho as fotos guardadas pra fazer uma comparação futuro ahuahuha). Nesse ano eu cheguei a ir a alguns meetings, usar roupas diferentes e pensar melhor no tipo de estilo que quero seguir dentro desse hobby. Meta completa então :D

- Ser mais paciente;

 Não matei ninguém esse ano e minha ficha policial continua limpa. Então, meta completa.
ahuhuauh, mas falando sério, estou praticando a lendária técnica do "respirar e contar até 10 antes de me desesperar por algo" e tenho tido bons resultados.

- Testar 6 novas receitas;

1. Petit gateau de Soja
2 Cascas de Toranja cristalizadas
3. Frango na Manteiga com Ervas
4. Paleta Recheada
5. Naked Cake
6. Sopa de Cenouracom Shimeji

Essa também foi por beeeeem pouco, ufa! Os dois últimos foram feitos agora, em Dezembro, e foram o suficiente para bater a meta, haha!

 

- Arrumar minha estante de livros;

Esse eu fiz e refiz o ano inteiro. Acho que nunca encontrarei um momento de estabilidade para minha própria estante, já que cada vez que compro um novo livro sou obrigada a rearranjar tudo pra ficar na ordem que quero, ahuauhuah

- Me livrar de tudo que não uso;

 Acho que >TUDO< foi bem extremo. Me livrei sim de muita coisa - material ou não - ao longo desse ano, mas a limpeza maior foi íntima. Meu quarto ainda está bem abarrotado de coisas que precisam de alguma saída. Mas passei para frente todas as miçangas, coisas de cabelo, acessórios, roupas e revistas que não tinham mais utilidade pra mim.

- Gravar pelo menos 5 vídeos tocando teclado;

Opa, nenhumzinho. Nesse ano se eu parei mais de 6 vezes para tocar no teclado foi muito. Não tive tempo nem paciência. Uma pena :( Espero poder tocar mais no ano que vem.

 

- Cuidar mais de mim;

Ah, isso sim. Eu queria fazer um post completamente dedicado a isto ainda (e farei), só preciso de boa vontade. Nesse ano eu decidi que não deixaria mais as dores, medos, disfunções físicas etc me atrapalharem mais. E não, não era de um médico que eu precisava. Infelizmente, por aqui, médicos existem apenas para tratar os sintomas. Eu precisava de algo que fosse na causa, e daí revi meus hábitos, meus pensamentos, minha alimentação e rotina. Com isso consegui evitar muita coisa que costumava me atrasar, como gripes constantes, ataques de rinite frequentes em um mesmo mês, dores de cabeça de 25 dias seguidos, fraqueza no corpo, mente vulnerável etc etc. Tudo isso sumiu da minha vida em 2015 com uma sequência de mudança de hábitos. Ainda bem.

 

  - Tirar mais fotos sem cosplay;

 Lolita eu acho que não conta, né?
Mas nos últimos três meses achei 2 fotos sem cosplay no meu instagram, o que já é mais que nos últimos 3 anos de fotos.

 

- Ir a pelo menos 4 sessões com uma mesma psicóloga;

Fui a 4 sessões. E só. Haha, eu acho que não sou do tipo que consegue manter rotina de ir à psicóloga, principalmente se ela cobra R$100 para cada consulta. Sry. Meta batida, porém.

 

-Terminar um desenho da "Laurinha" que me deixe realmente satisfeita;

Eu terminei esse desenho lá pro meio de Março, e foi o último que fiz da Laurinha até então.

 

- Comprar um Kit de Aquarela;

 
O próprio título já leva para um link, mas até o final desse ano foram 2 kits comprados e usados com louvor! Yesss <3

- Conhecer 5 lugares novos em BH;

Com um novo emprego eu pude explorar melhor a região do centro da Cidade. Acabei fazendo um post com 23 lugares diferentes para se almoçar em Belo Horizonte, então, para além de alguns lugares como o Yellow Submarine Bar, Soho, Shopping Boulevard e o Museu do Corpo Humano, eu pude visitar todos esses restaurantes listados aqui. Meta batida com louvor!

sábado, 19 de dezembro de 2015

Filme: Star Wars VII - O Despertar da Força

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Star Wars - O Despertar da Força
(Star Wars: Episode VII - The Force Awakens)

Ano: 2015
Duração: 145 minutos
Gênero: Aventura , Ação , Ficção científica
Pontuação:  ( 5/5 )

"Muito tempo após os fatos de "O Retorno de Jedi", encontra-se a Primeira Ordem, uma organização sombria iniciada após a queda de Darth Vader e do Império. O grupo está em busca do poderoso Jedi Luke Skywalker, mas terão que enfrentar outro grupo em busca de Luke: a Resistência, liderada por Leia. ."

(Sem SPOILERS! )


Wow! 5/5 pode parecer uma nota meio exagerada, mas a verdade é que não consegui achar nada além de pontos muito específicos para criticar nesse filme. A sessão começou por volta de 18.20 e terminou pra lá de 20.40 e eu confesso que não senti esse tempo passar. No geral, sou do tipo ultra-impaciente em uma sala de cinema (em qualquer lugar em que eu tenha de ficar parada, na verdade), e dessa vez, mesmo com as cadeiras super desconfortáveis do Cineart, assisti esse filme do começo ao fim sem sentir o peso do tempo perdido sentada.

Estou segura ao afirmar que esse é um filme para fãs. O cuidado do diretor em manter muito da trilogia original nesses filmes é sentida na primeira nota da trilha sonora, que preserva a mesma montagem do original. Não é só na música, porém, que encontramos as semelhanças com os filmes passados: As transições a la Power Point, o movimento de câmera com foco um pouco maior que o plano americano, as cores e paletas, cenas e montagens de cenário e perspectiva e o clima. Sim, o clima do filme é um sopro suave e nostálgico dos filmes passados.

Apesar desse apego, porém, não vejo como alguém totalmente leigo em Star Wars também não possa aproveitar o filme. É um classudo de ação com humor, clímax e batalhas bem equilibradas. O vilãozão desse filme convence mesmo nas cenas de "desconvencimento", os protagonistas novos ganham o destaque merecido e, claro, os efeitos especiais não vieram com aquela sensação horrível de O Hobbit de que você está, na verdade, assistindo uma grande e ininterrupta cutscene.



O mais importante, porém, foi a sensação de pertence que esse filme foi capaz de criar dentro de mim. São três (quatro, se você contar com um ser não-humano que aparece no meio do filme) mulheres em posição de comando inseridas com tamanha naturalidade que aquele teste de substituir por um personagem de gênero oposto deixa claro que há um ótimo equilíbrio na personalidade de cada uma delas. A protagonista é forte, independente e tão incrivelmente incrível que finalmente pude sair de um filme desse gênero com aquela vontade de: MEU DEUS QUERO SER COMO ELA!!

A construção da narrativa confere um encaixe natural a todos os personagens de destaque desse episódio: todos têm o seu lugar sob o holofote, e o desenvolvimento sutil do que nos é permitido conhecer de seus backgrounds é algo que funciona tão bem que logo somos cativados pelos novos personagens da série, e deixa furos que alimentam a curiosidade de quem desvenda a trama juntamente dos seus atores.


Saí de lá ansiosa pelo próximo, e acho que isso é suficiente para mim.
(To shippando o vilão e a protagonista, mesmo certa de que me frustrarei no final, huahuah)



segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Lucia di Lammermoor - A ópera quase boa

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Nesse final de semana fui ao Palácio das Artes assistir à ópera Lucia Di Lammermoor. No título eu a chamo de "quase boa" porque nesse ano assisti Carmen e pude presenciar o que realmente compõe um desastre operístico. Não foi o caso dessa vez.

Lucia é a segunda ópera do ano pela Fundação Clóvis Salgado. O Grande Teatro do Palácio das Artes, com sua acústica deficiente para produções operísticas, é nossa única infeliz opção aqui em Belo Horizonte. Você grita: "mas é a melhor estrutura que temos!" o que é uma pena, pois nivela todos os outros por baixo.

Veja bem, a ópera foi ok. Não boa, não ruim, apenas ok. Um entremeio lançado ao limbo, sustentado pela maravilhosa habilidade dos atores e despencado pela péssima figuração.


E é sobre isso que quero falar nesse post.
Farei algo mais organizado:

Os solistas eram todos maravilhosos, Foi o melhor agrupamento desses últimos dois anos que vi na FCS. A soprano (Lucia) estava impecável na voz, compensando a interpretação. Estou certa de que ela seria perfeita para Carmen, de Bizet.

Foi a melhor ária que ouvi desde a Flauta Mágica.

 O cenário era incrível. Inovou sem destruir a peça. A inovação inteligente.

O coral foi a escolha mais acertada dessa produção, compensando por algumas várias falhas de "coreografia". (O que foi aquela dancinha de bêbados ao final? pelamor. Muito bagunçado.)

A orquestra estava igualmente maravilhosa, principalmente a flautista que acompanhou Lucia, mas voltamos ao problema da estrutura do Palácio. O que quero dizer é que não foram poucas as vezes em que o áudio da orquestra - afinadíssima - sobrepunha a voz do cantor, apagando boa parte de suas frases (e daí que estava em italiano?) e finalizações. Dois passos para trás da borda do palco e pronto, sua voz já se abafava.

O figurino destruiu todo o esforço dos solistas.

Agora é a hora de soar como uma senhora do século passado, avessa às mudanças. Preciso lembrar que estamos em Minas Gerais, uma cidade de crítica tradicionalista quando voltada às artes, formada por uma população que sempre teve a tal da "modernidade" enfiada goela abaixo (Ou vai me dizer que a maioria da população realmente curte alguma coisa de Niemeyer?).

A desculpa que vi se repetir no libretto era algo a respeito do desejo de tornar essa peça atemporal.

"(...) Definimos então ambientar a história no mundo contemporâneo, com referências à década de 60. Década eleita como símbolo de fortes lutas mundiais pelo poder."

"(...) utilizamos vários trajes históricos para o coro feminino, reforçando a ideia de atemporalidade."
- Sofia di Nunzio. A figurinista dessa peça.


Década de 60 eleita pela presença de lutas mundiais pelo poder. 
Quem elegeu isso, meu deus?
Década de 60, pós  Guerras Mundiais e parte da Guerra Fria marcada pela corrida espacial em uma ópera escrita para Escócia do século XVIII. Década de 60, depois que as duas grandes guerras passaram, foi a escolhida para representar lutas mundiais pelo poder.
...

Ideia de atemporalidade -> referências à década de 60.
Atemporalidade ou referência à década de 60? Colocar um personagem de Allstar não foi nada inteligente. Queria que a figurinista estivesse na platéia para ouvir a indignação de quem assistia.

 "utilizamos vários trajes históricos para o coro feminino, reforçando a ideia de atemporalidade."
Não. Foram pegos vários restos aleatórios de figurino que estavam jogados no acervo da Fundação para serem usados sob esse pretexto bizarro. Desde quando pessoas aleatórias de Kimono de cetim festa é um traje histórico? Desde quando vestidos de crinolina lateral com cabelo liso e franjinha é algo histórico? Não foi a ideia de atemporalidade reforçada naquele palco, mas a clara confusão de estilos que distraiu a peça dos solistas.

O figurino roubou a cena.
Roubou e jogou num buraco bem fundo, de onde não deve nunca mais sair.

Dá uma olhada nessa atemporalidade toda...
Ainda no assunto traje, quem raios desenhou esse vestido de Lucia?
A cena do casamento soa para ela como um velório, porque não usar um vestido de luto se queria chocar? Onde estava o sangue após o assassinato? Por que você colou flores de crepom num vestido xadrez de tecido grosso com capa vermelha transparente e achou que isso seria atemporal? Ou melhor, porque achou que isso era algo viável?

A surpresa do irmão de Lúcia certamente não era pela tristeza ou pela falta do Branco no vestido de casamento, mas pela falta de senso da irmã de usar uma peça tão... tão... horrorosa.

Para efeito de comparação, outras Lucias em seus trajes de casamento:


Infelizmente não foi só Lucia vítima dessa aberração estilicionista.

Na peça original Edgardo se mata com um punhal, bem estilo Romeu e Julieta. Por que raios foram enfiar uma arma de fogo? Por que o fusca na obra atemporal? Por que a crinolina marcada no vestido de uma cama apenas? Por que tantas barbaridades em uma peça que tinha de tudo pra dar certo? Faltou dinheiro para as roupas? Por que o cenário incrível deixou-se destruir pelos personagens mal vestidos?


E aqui está um exemplo de Lucia di Lamermoor com um figurino de verdade, feito aqui no Brasil, no Amazonas. Sem entrar no mérito das óbvias diferenças musicais, é evidente como o figurino compensa o cenário deficiente. Coisa reversa aqui em BH.



Enfim, o que mais incomoda é esse vício doentio da Fundação Clóvis Salgado de inovar sem pesquisa, sem conversa com o público. Perguntam-se porque a venda de ingressos diminuem mas só fazem contribuir para a desfidelização do público.


Quem pensou que era necessário mudar alguma coisa da ópera? Se até então você não entendeu minha indignação, imagine-se indo ao cinema assistir Star Wars. Na primeira cena aparece Darth Vader de Jeans e camisa regata. Na segunda Amidala é vista de longuette. Yoda luta com uma banana, e as naves são carrinhos de pipoca. Estão todos na favela do Rio. Que festa! NÃO


Quem disse que a temporalidade também não é componente essencial da narrativa? 

Quem te fez esquecer que a temporalidade é fator fundamental da construção psicológica das personagens?

Se estou indo á ópera, se paguei pelo ingresso, se saí da minha casa para ir à noite ao centro da cidade é porque, no mínimo, quero ver o título pelo qual paguei. Não qualquer coisa transfigurada. Não peças de modernidade, não um título alterado sob a égide da "referência a movimentos sociais". Lúcia, ao contrário do que apareceu nas páginas do Facebook da Fundação, não é uma personagem feminista. Não é usando movimentos sociais de relevância na atualidade que a peça desfigurada nas roupas das personagens se tornará mais palatável, se tornará um produto de apreciação das

Sinto muito pelos solistas.
Uma peça que tinha de tudo para ser maravilhosa aninhou-se no poço escuro do medianismo.